segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA BIBLIOTECA PÚBLICA











No dia 14 de setembro de 2013 ocorreu na Biblioteca Pública Prefeito Rolf Colin a contação de histórias a cargo das Escolas: E.E.B. Professora Jandira D’Ávila, E.M. Professora Maria Regina Leal e Escola de Música Arte e Fé. A atividade cultural no sábado de manhã tem como objetivo de proporcionar um espaço de valorização dos trabalhos realizados pelas escolas de incentivo à leitura. E também de estimular a vinda de pais, alunos, professores e comunidade dos bairros para visitar, ser sócio da Biblioteca Pública e participar das apresentações.
 O evento organizado pela coordenadora de Bibliotecas, Juciana Bittencourt da Silva, pelas funcionárias do setor infantojuvenil, Eliana Aparecida de Quadra Corrêa, Luzia B. Taglianetti  e Marlete T. Cardoso que mediaram às apresentações. Com apoio da secretaria de Educação e do secretário Roque Mattei.
As escolas participantes foram:
E.E.B. Professora Jandira D’Ávila com a presença do Assistente Técnico Pedagógico Paulo Cesar Cordeiro, Professora Edna Polanczyk e os alunos do Ensino Médio Inovador que apresentaram as histórias: Menina Bonita do Laço de Fita de Ana Maria Machado e Brincando de poesia com declamação de poemas.
A Escola Municipal Professora Maria Regina Leal contou com a presença da professora Liliane S. Valentini, da mediadora de leitura Jaqueline Vanderlinde e dos alunos do 9º ano que apresentaram as peças de teatro: O Mágico de Oz de L. Frank Baum e O Fantástico Mistério de Feiurinha de Pedro Bandeira.
E para finalizar as apresentações da manhã, a Escola de Música Arte e Fé com a presença da Professora Liliane S. Valentini e os alunos do curso de violão, tocaram e cantaram as músicas: Borboletinha, A Casa, A Linda Rosa Juvenil, Eu quero sempre mais.

De forma criativa e alegre as apresentações transcorreram durante a manhã de sábado com a presença de alunos, professores, familiares e comunidade que prestigiaram o evento.

sábado, 14 de setembro de 2013

Texto Publicado no Jornal Notícias do Dia (14 de setembro de 2013) por Eliana Ap. de Quadra Corrêa





Causo curioso

Certo dia, escutei um causo curioso, desses de não acreditar em tais maluquices. Lembram do estimado fogão à lenha? Talvez as mulheres de hoje não o estimem tanto assim, mas se conversarem com algumas vovós do tempo do fogão à lenha vão ouvir muita rasgação de seda para este objeto:
 - Faz uma comida saborosa, não tem igual.
Realmente já experimentei muita comida de fogão à lenha e podem acreditar, não há sabor igual. Imaginem uma comida caseira: arroz, feijão, galinha caipira e um belo macarrão fumegando em contato com o calor da brasa por horas e horas, deixando no ar o cheiro estonteante do almoço.
O triste é como providenciar a quentura do fogão. Levantar cedo, cortar a lenha com machado (é dureza, que nossos avós faziam com destreza) e com muita fumaça na cozinha iniciava um foguinho tímido, que iam criando forma, força e esquentando toda a casa, trazendo o calor necessário para sentir o aroma do café quentinho em nossas narinas.
E além, de trazer o calor para aliviar o frio, também trazia o calor humano que geralmente formava em torno do fogão à lenha. A família, vizinhos e parentes se reuniam diante do calor e dali muitos causos eram fomentados de boca em boca perpetuando a memória, o saber fazer, um elo entre o passado, o presente e o futuro.
O chá é outro artigo de consumo visto em cima do fogão à lenha. Mas não são chás comprados nos mercados, todo cheio de pompas em caixinhas e embalagens práticas e estilosas próprias para consumos diários, de uma vida corriqueira e sem tempo de esperar o chá feito de ervas retiradas diretamente da natureza. Além de serem preparados de forma artesanal, com a tranquilidade dos tempos do sítio, têm a riqueza de nutrientes próprios para curas dos males físicos. 
Pois é, toda essa discussão (que aconteceu durante um rápido café para uns e chá para outros, antes do trabalho) originou por causa do tal causo curioso (lembram-se do início do texto? o tal causo?). Foi sobre um homem que resolveu ter em casa (na cidade) um fogão à lenha. E todo pomposo tratou de construir a chaminé bem alta para que a fumaça não atrapalhasse a boa convivência com os vizinhos. Até aí, tudo tranquilo, normal para nossos ouvidos.
A questão é com que material esta chaminé foi preparada. Pensando também no charme e na beleza, o tal homem foi até uma loja de artigos de construção e com todo cuidado na escolha, observando a largura, a altura que lhe convinha para uma boa passagem de fumaça, comprou um cano de PVC.
Chegou a casa, reuniu os instrumentos que usaria para colocar seu plano em prática. Preferiu ele mesmo construir a engenhoca. E com cuidado e afinco instalou a mais nova aquisição da família.
 Feliz com sua obra pôs o fogão à lenha a funcionar colocando pedaços de madeira e fogo para preparar um bom jantar. - O primeiro de muitos. Pensou o homem. Logo, a vizinhança veio admirar o tal invento. E comentários apreensivos, muitos murmúrios e suspense se sucederam diante da obra. Será seguro o conjunto gastronômico?
 Enquanto uma leve fumaça saia da chaminé estava tudo certo. Até que o fogo pegou força e um calor subiu pelo cano fazendo-o imediatamente derreter. E diante dos olhares curiosos, a chaminé de PVC foi caindo e definhando ao toque do fogo.

Coisas do mundo moderno, procurando facilidades e praticidades nas coisas, nas situações e na vida.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Texto Publicado no Jornal Notícias do Dia no dia 04 de setembro de 2013




O Professor e o Futuro Leitor

Texto Publicado no Jornal Notícias do Dia no dia 04 de setembro de 2013 por Eliana Aparecida de Quadra Corrêa

O gosto pela leitura não nasce com a criança, mas pode ser desenvolvido com a ajuda de pais e educadores. O professor pode semear nos alunos o amor pela leitura. Somente o professor pode intuir o que convém fazer num determinado momento para ajudar o aluno a aprender a ler.
Este papel é muito difícil que o já consagrado, exige muito mais esforço do professor. Mais fácil seria ter um planejamento definido, para ser cumprido passo a passo. No entanto, por melhor que seja um planejamento é impossível que ele dê conta de todas as questões inferentes ao processo de aprendizagem do aluno, uma vez que este processo é único e individual.
Se a questão da leitura é mobilizadora e de interesse para o professor, seu próprio comportamento de leitor, torna-se uma estratégia utilizada por ele e poderá nesta fazer descobertas que melhorem sua própria performance de leitor e aperfeiçoe  seu  processo de ensinar a ler.
Em sua prática cotidiana, o professor ao assegurar demonstrações de leitura aos alunos, situações que sirvam a objetivos específicos, podem auxiliar seus alunos a encontrar sentido e seus próprios objetivos com a leitura.
Não se dispõem fórmulas para garantir que a leitura seja compreensível e prazerosa. Sabe-se, entretanto, que há várias maneiras de dificultar a compreensão e o prazer na leitura: se orientarmos o aluno para concentração em detalhes visuais, se fornecemos fragmentos de textos incompreensíveis ou amontoados de frases sem real significado de comunicação, se exigimos que ela responda a questões após a leitura sem reflexão, se lhe pedimos para oralizar palavras em detrimento do sentido. Ou seja, o ponto comum de todas essas atitudes de ensino que dificulta a aprendizagem da leitura é a limitação de quantidade de informações não-visuais a que ao aluno pode recorrer enquanto lê.
Para facilitar o processo de leitura deve-se garantir aos alunos amplas possibilidades de usar informações não-visuais, possibilidades de fazer previsões, compreender e ter prazer no que lê. E é importante dispor de momentos de contato com a diversidade de textos literários buscando valorizar os gostos de leitura dos alunos e ao mesmo tempo dar oportunidade de conhecer outras formas de escrita.
Outra questão que o professor pode utilizar para incentivar seus alunos ao hábito da leitura é organizar projetos de leitura, levá-los em eventos culturais como: lançamentos de livros, teatros, contações de histórias, feiras de livros, seminários e encontros com escritores locais.
Por exemplo, visitar a Biblioteca Pública e incentivá-los a serem sócios e utilizar o espaço como lugar de entretenimento e democratização da leitura. Participar de ações como a Garrafa da leitura (conhecer escritor local através de dinâmica, conversa e contação de histórias na Biblioteca Pública Prefeito Rolf Colin). Mostra anual de Contação de histórias do Proler. Fala do escritor na Feira do Livro (Escritores da Confraria do Escritor e da Associação Confraria das Letras de Joinville). Peças de teatros apresentados pela AJOTE e pelo SESC e entre outras ações disponibilizadas pela nossa cidade com intuito de sensibilização ao hábito da leitura.
   A literatura é uma arte poderosa. Ao ler, o aluno adquire saber, amplia sua visão de mundo, enriquece seu vocabulário, desperta sua sensibilidade, criatividade e escreve com mais facilidade. Além de ingressar num mundo de fantasia a ser descoberto.

Enfim, segundo Barbosa “O que realmente importa é que a criança progrida na leitura e que encontre prazer – e sentido – nos múltiplos contatos com a língua escrita. Professores e crianças, nesse sentido, podem ser verdadeiros parceiros para aprender o que é o ato de ler”.